CÓDIGO CIVIL
Lei Nº 10.406, de 10 de Janeiro de 2002.
Artigo 1050
No caso de morte de sócio comanditário, a sociedade, salvo disposição do contrato, continuará com os seus sucessores, que designarão quem os represente.

 
 
 
Resumo Jurídico

Compra e Venda: O Prazo para Entregar a Coisa

O artigo 1050 do Código Civil trata de um aspecto fundamental do contrato de compra e venda: o prazo para a entrega da coisa vendida. Ele estabelece regras claras para garantir a segurança jurídica e a previsibilidade das partes envolvidas.

O que diz o artigo?

Em essência, o artigo 1050 determina que, a menos que haja um prazo diferente estipulado pelas partes no contrato, o vendedor tem a obrigação de entregar a coisa vendida em até 15 dias após a celebração do acordo.

Pontos importantes a serem considerados:

  • Prazos convencionados: A regra geral de 15 dias só se aplica na ausência de qualquer acordo específico sobre o prazo de entrega. Se o contrato de compra e venda mencionar um prazo diferente, será este que prevalecerá. Por exemplo, se ficou acordado que a entrega será em 30 dias ou imediatamente após o pagamento, essa condição será válida.

  • Natureza da coisa: O artigo se aplica tanto a bens móveis quanto imóveis.

  • Cumprimento da obrigação: A entrega da coisa é uma das principais obrigações do vendedor. O cumprimento tempestivo (dentro do prazo) é essencial para evitar inadimplemento contratual.

  • Consequências do atraso: Caso o vendedor não cumpra com a obrigação de entregar a coisa no prazo estipulado (seja ele o legal de 15 dias ou o convencionado), ele poderá ser responsabilizado por perdas e danos. O comprador poderá, dependendo das circunstâncias, exigir o cumprimento forçado da obrigação, rescindir o contrato e/ou pleitear indenização pelos prejuízos sofridos.

Em resumo:

O artigo 1050 estabelece um prazo legal supletivo para a entrega da coisa vendida em contratos de compra e venda, garantindo que, na falta de acordo específico, essa entrega ocorra em até 15 dias. Essa disposição visa dar agilidade às transações e proteger o comprador contra atrasos injustificados. No entanto, é sempre recomendável que as partes definam expressamente o prazo de entrega no contrato para evitar dúvidas e conflitos futuros.